Balneário Camboriú registra 18 internações involuntárias de pessoas em situação de rua

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Balneário Camboriú já contabiliza 18 internações involuntárias de pessoas em situação de rua desde novembro de 2025. As ações são realizadas pela Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família e fazem parte de uma estratégia do município para atendimento e tratamento de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Somente nesta semana, duas novas internações foram registradas após abordagens realizadas pelas equipes de assistência social da cidade.

O primeiro caso ocorreu na terça-feira (10), quando um homem de 55 anos foi localizado na Avenida do Estado, entre as ruas 981 e 991. Segundo o relatório da abordagem, ele vive em situação de rua há cerca de 20 anos e enfrenta problemas relacionados ao alcoolismo. O histórico médico também aponta um acidente vascular cerebral (AVC) e internações psiquiátricas anteriores sem continuidade no tratamento.

De acordo com as equipes de atendimento, o homem já havia apresentado comportamento agressivo durante tentativas anteriores de abordagem, o que dificultava a oferta de suporte e acolhimento.

A segunda ocorrência foi registrada na quarta-feira (11), nas proximidades da Avenida Central, na altura da Rua 300. O homem, de 50 anos, é natural de Campo Mourão, no Paraná, e vive nas ruas de Balneário Camboriú há cerca de quatro anos.

Conforme os profissionais que participaram da abordagem, ele apresenta histórico de dependência de álcool, tabagismo e uso de crack, além de episódios de delírios e rompimento de vínculos familiares. Também já havia recusado anteriormente os serviços de acolhimento oferecidos pela rede de assistência social.

Após avaliação médica que indicou a necessidade de internação involuntária, ambos foram encaminhados para hospital com atendimento clínico e psiquiátrico, onde permanecem em tratamento especializado.

As internações fazem parte do programa Resgate a Vida BC, iniciativa da prefeitura que busca oferecer tratamento e acompanhamento para pessoas em situação de rua que enfrentam dependência química ou transtornos mentais, especialmente em casos em que há risco à própria saúde ou incapacidade de decisão sobre o tratamento.