Jornalismo nas redes sociais: A comunicação mais popular do que nunca

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O mundo está em constante mudança, junto com ele o jornalismo está sofrendo uma quebra de paradigmas frente às novas mídias, principalmente as mídias sociais. O que antigamente já predominou no mercado do jornalismo, hoje está fechando as portas. Não é raro encontrar notícias de jornais e revistas fechando a seção impressa, quando não fechando as portas por não se adaptar.
Aliás, adaptar-se é essencial ao jornalismo, bem como a todas as outras profissões, para assim estar mais próximo do público. As redes sociais tomaram proporções gigantescas em número de usuários e acessibilidade, o que pode vir a ser muito proveitoso aos jornalistas, uma vez que as informações chegam aos leitores muito mais rápido e em maiores proporções.

Nova forma de fazer propaganda

 

É interessante começar a discussão abordando o lado monetário da história, bem como o jornalismo está se adequando as novas realidades, a propaganda está vivendo o mesmo processo, porém um ou dois passos à frente.
Os publicitários e marqueteiros buscam sempre a melhor maneira de alcançar seu público, de forma a atingir mais pessoas com eficácia no que diz respeito a público-alvo e claro, custos menores. E a internet, principalmente as redes sociais proporcionam aos anunciantes uma plataforma de anúncios e algoritmos modernos que possibilitam segmentar os anúncios exatamente ao público esperado.
Como já dito, recentemente muitos jornais fecharam as portas, um caso pertinente à discussão é o falecido Brasil Econômico, que pertencia ao grupo Ejesa. Na justificativa de encerramento, o grupo Ejesa atribuiu a culpa a dois fatores, o primeiro é a inclinação negativa da economia e o segundo e talvez mais importante, foi devido à falta de interesse dos anunciantes.
Esse fato chama atenção para necessidade de mudanças imediatas para os novos meios de se comunicar, a ideia é fazer com que a notícia chegue às pessoas para que os anunciantes se interessem pelos espaços nos jornais, pois sem investimentos em publicidade, não existe receita.

A onda de compartilhamentos

Fica evidente mais uma vez a importância das mídias sociais quando se observa o fato de que 61% dos compartilhamentos de links são de publicações vindas de jornais, televisões, rádios e sites de noticiários. E essa nova realidade reacende o espírito mais primitivo da profissão que é levar conhecimento e informação às pessoas.
Jornalismo Dinâmico
Porém nesse espírito revigorado entra em conjunto um conceito novo, onde os leitores conseguem expressar suas opiniões a respeito do que lê, os feedbacks são instantâneos via comentários, e-mails ou mesmo postagens via Twitter, Facebook e outros a fora. Essa forma onde os usuários expressam e não apenas aceitam opiniões, muitas vezes acrescentam fatos a reportagem, promove cultura através das discussões e por vezes elucidam inverdades.

O jornalismo 2.0 abre portas

A internet abre portas para novos profissionais, sejam eles do ramo ou não. Mas se tratando de jornais, emissoras e outros meios de comunicação que empregam jornalistas, uma palavra define o mercado de trabalho: Concorrido.
Tendo em vista essa realidade, o jornalismo 2.0 se aproveita dos blogs e microblogs, onde iniciantes podem mostrar seu potencial e até criar seu portfólio para buscar novos horizontes. E talvez o mais importante, abre espaço para que os jornalistas mostrem suas verdadeiras aspirações e inclinações a respeito de assuntos tidos como polêmicos e que usualmente são filtrados por parte das organizações quando não vão de encontro com a postura e opinião corporativa.
Um forte exemplo da liberdade que os jornalistas podem tomar na internet é a respeito das opiniões políticas, uma vez que alguns jornais são mais propensos a direita ou esquerda de forma a inibir publicações contrárias a essa linha de pensamento, mesmo que os redatores gozem de tal verdade.

Formadores de opiniões

 

Desde o princípio o jornalista tem como característica ser formador de opinião, e nessa nova era esse aspecto se fortalece, influenciando fortemente na escolha do novo presidente, novos governadores e prefeitos.
Exemplo disso é a primeira vitória do Barack Obama rumo a Casa Branca, muito se deu a brilhante estratégia montada nas redes sociais, que tinha como objetivo formar novos postos de campanha orgânicos. E não muito distante na última eleição para presidência houve um aumento de sites que promoviam candidatos com a pretensão de se tornar viral.

Jornalismo nas redes sociais com credibilidade

O jornalismo profissional por sua vez, ainda que online se mostra indispensável frente as inverdades, “fofocas” ou “fakes” que são distribuídas na internet sem o mínimo pudor. Não é raro se deparar com notícias falsas no Facebook a respeito de famosos mortos, políticos presos e outras bizarrices, mas o que vale ser ressaltado é que nesses momentos as pessoas recorrem imediatamente aos jornais de maior prestígio para confirmar a informação.
Como pode se observar a figura do jornalista mesmo com as mudanças tecnológicas, com as novas mídias, é essencial para o desenvolvimento da informação com qualidade e conteúdo de respeito. E que em busca do desenvolvimento, aqueles profissionais e empresas do ramo que se estabeleceram no tempo, devem se atualizar para não se tornarem mais um item a ser encontrado apenas em sebos e feiras de antiguidades.
E você o que acha dessa nova fase do jornalismo? Qual a importância desse profissional nas redes sociais? Deixe sua opinião!

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